
A origem do mal
“E houve batalha no Céu; Miguel e seus anjos batalhavam contra o
dragão, e batalhava o dragão e seus anjos; mas não prevaleceram, nem
mais o seu lugar se achou nos Céus. E foi precipitado o grande
dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana a
todo o mundo; ele foi precipitado na Terra, e seus anjos foram
lançados com ele”. (Apocalipse 12:7 a 9).
O Texto acima deixa claro a existência do grande inimigo de Deus e
toda a humanidade – Satanás. Ao contrário do que muitos pensam, ele
não é uma idéia ou uma força motivadora do mal. Ele é um ser real
e pessoal, porém invisível. Está presente neste mundo trazendo
tristeza, dor, morte, sofrimento, depravação e corrupção aos seres
humanos. Toda maldade que se vê neste mundo tem origem satânica.
Mas qual é a origem do diabo? O que a Bíblia fala sobre o assunto é
pouco, mas suficiente para compreendermos que ele é um enganador e
mentiroso; (ver S. João 8: 44). Este texto é suficiente para nos
ensinar como ficar prevenidos contra os seus ataques. Nossa defesa
está em Deus somente. A Bíblia expõe o perigo e as conseqüências
do mal. Ela nos aconselha a escolher o melhor caminho a seguir –
atentar para os seus ensinos e guardar a Lei que Lúcifer contestou.
Este é o único caminho que pode nos trazer paz e felicidade, apesar
dos conflitos e problemas que envolvem o ser humano. A perfeita Lei de
Deus contestada pelo inimigo, foi estabelecida para a preservação da
vida. O desrespeito a ela traz trágicas conseqüências. Não é isto
o que temos presenciado neste mundo – tragédias?
Por que houve batalha no Céu? Por que Miguel – Jesus Cristo e seus
anjos lutaram contra Satanás e seus anjos? Por que ele rebelou-se
contra o governo de Deus e Suas leis? Lúcifer era um ser perfeito,
formoso, inteligente e tinha luz própria. (Ver Ezequiel 28: 13 a 19).
Orgulhou-se de seus atributos achando que suas idéias eram melhores.
Questionou a perfeita lei de Deus, e a terça parte dos anjos do Céu
posicionaram-se ao seu lado. A batalha – de argumentos – que se
seguiu, foi inevitável. Orgulhoso, Lúcifer recusou o perdão
oferecido por seu Criador.
Antes da rebelião de Lúcifer reinava perfeita harmonia em todo Céu.
Deus não criou o mal como muitos pensam. Todos os seres criados por
Deus são livres. Deus nos criou com livre arbítrio. A possibilidade
do mal sempre existiu. Se assim não fosse, não seríamos livres. Suas
criaturas simplesmente fariam o bem por não existir a possibilidade de
fazer o mal. O mal é a rebelião contra os princípios do bem, e essa
foi a escolha de Lúcifer. Ele desejou a posição, a adoração que
pertence somente a Deus. Achava-se a pessoa certa para governar o
Universo. Em sua opinião, as criaturas seriam mais felizes, livres sem
as leis que regem o Universo. Ao longo da história, todo o conflito
entre o bem e o mal ocorre pela disputa da obediência e adoração
humana.
Inveja, ciúme e orgulho contra Deus – eis o pecado de Lúcifer.
Muitos aspectos da origem do mal permanecem em mistério. No entanto, o
objetivo do relato bíblico não é dar detalhes, mas ensinar-nos que
escolher separar-se de Deus e desobedecer Suas leis, significa caminhar
para a destruição.
Agora você pode perguntar: Por que Deus não destruiu Lúcifer quando
ele se rebelou? Deus é sábio demais para errar. Se Deus o tivesse
destruído no início, suas acusações contra o governo de Deus,
poderiam parecer ter fundamento. Suas criaturas obedeceriam por temor e
não por amor em liberdade. A dúvida de que talvez Lúcifer tivesse
razão para sempre permaneceria entre eles. Era necessário dar tempo
ao tempo para que Lúcifer pudesse provar a validade de suas idéias.
Era necessário o mal seguir o seu curso até o tempo em que todos no
Universo concluíssem que o anjo rebelde estava errado em suas
acusações contra Deus.
O tempo passou, e o que temos visto neste mundo são as tragédias que
o pecado trouxe: dor, morte, sofrimento, auto-destruição, violência,
depravação, egoísmo, etc.
Existem milhões de seres celestiais que estão na expectativa do
desfecho da história entre o bem e o mal. Eles não tem mais dúvida
alguma de que Lúcifer está errado.
Na próxima semana veremos como este conflito envolveu a Terra.
Margareth Bravo
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